NEAFRO TAMBORES DOS MONTES: Outorgou o Troféu Rainha Nzinga, nos dias 25 e 26 de Julho, 2019, à Gabriela Mel Girassol.

O Troféu Rainhga Nzinga nasceu da iniciativa da NEAFRO TAMBORES DOS MONTES – Núcleo de Estudos das Relações Étnicos Raiais – de Montes Claros – MG, em 2015, tendo com ícone a Rainha de Ndongo, atual Angola. A entrega desse troféu é conferido as mulheres que trazem na sua atuação nos mais variados espaços sócio-ocupacionais e de poder ações que remetem ao legado da Rainha Nzinga, aqui no Brasil, trata-se da sequência de resistência, de luta, de valorização da cultura afro, da religiosidade de matriz africana. da educação, da literatura, da arte e da importância da mulher enquanto sujeito de direito enquanto cidadã ativa e política.

OBJETIVO

Com o objetivo, propagar os princípios de Nzinga e reafirmar a luta das mulheres por igualdade de direitos e equidade social. O ato em si é mais que simbólico é a confirmação que cada nova Rainha Nzinga na luta contra o racismo, contra o sexismo e toda forma de preconceito e descriminação. é um sopro de esperança para que juntas possamos propor mudanças em prol de uma sociedade mais justa e igualitária.

1º Encontro Nacional das Rainhas Nzinga

Trará um marco de resistência, diante do nosso cenário nacional onde o racismo estrutural vem ganhando novas formas de manifestação, o encontro acontecerá em Salvador, Bahia, com a presença das já premiadas Rainhas Nzingas de todo Brasil.

Gabriela Mel Girassol – Rainha Nzinga – 2019 / 2020

Ativista Racial, Candomblecista, Palestrante, Bailarina Afro, Atriz, Coreógrafa, Mobilizadora Social, Discente em Psicologia e Ed. Física.

Coordenadora Geral e fundadora da Instituição Entidade Abayomi.

Primeira Instituição de Ensino da Cultura Negra do Município de Simões Filho – BA, com 8 anos de atuação e combate à intolerância religiosa, racismo, machismo, sexismo e LGBTfobia.

Consta em nossa grade curricular cursos práticos -teóricos em Dança Afro, Afro Brasileira, Capoeira, Modelos Afro, Agência -Abayomi Model’s Brasil, Hip Hop, todas as atividades ocorrem gratuitamente, tendo como base todos os aspectos presente na cultura de matriz Africana.

Público Alvo

Desde sua formatação a Instituição Entidade Abayomi dedica-se ao público pré adolescente, adolescentes, povo de santo e além dos jovens munícipes, de toda RMS – Região Metropolitana de Salvador, que dispões em participar, desde que identifiquemos sua vulnerabilidade social.

Gabriela Mel Girassol, falou com EXCLUSIVIDADE, sobre sua coroação à Equipe de Jornalismo do Redação Nacional.

Redação Nacional: Mel, assim que recebemos as informações, sobre o Troféu Rainha Nzinga, decidimos que levaríamos a sua expectativa, para mais essa conquista, à toda audiência do Redação Nacional, em um ano bastante intenso para você.

Qual é a sua expectativa, em participar do cerimonial do 1º Encontro Nacional das Rainhas Nzingas, mais uma conquista sua e de todos que fazem parte da Instituição Entidade Abayomi…?

Gabriela Mel Girassol – Eu estou muito feliz e realizada por receber este troféu, afinal Nzinga é sinônimo de resistência, com toda a profundidade que a palavra nos permite e além disso, trazer pra casa, pra Simões Filho diante de mulheres do Brasil inteiro é imensurável…

Este Troféu é de cada mulher da quebrada Simõesfilhense, de cada preta guerreira que acorda antes do sol.

Redação Nacional: MEL, por tratar-se de um reconhecimento, de alcance nacional… Representar a mulher, simõesfilhense, a negra, qual a sensação…?

Gabriela Mel Girassol – Missão iniciada, a mais de 8 anos, e ainda não missão cumprida. Por que a caminhada é longa, e para representar as mulheres negras, manter viva as raízes afrodescendentes, requer uma energia quase infinita. Não basta, portanto, apenas falar das problemáticas que enfrentamos, é preciso muito mais que isso. Temos que combater, nos dias atuais dados, estatísticas alarmantes. Todos os dias nos jornais, televisão, e registrados nos atendimentos na Abayomi. onde contamos com uma rede de acompanhamento para que essa meninas, mulheres, consigam se libertar dos abusos psicológicos, executados por opressores, entendemos que é daí que inicia-se o auto-empoderamento, não tem nada a ver com guerra contra ao homens e sim com o machismo que nos mata.

Se você não é machista opressor, ótimo você não tem com o que se preocupar.

Somos a geração que aprendeu a dizer NÃO. Somos o Impossível.

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