A situação entre a Prefeitura de Simões Filho e os professores em Regime Especial de Direito Administrativo (Reda), que tiveram seus contratos suspensos de maneira repentina na semana passada, continua tensa.
Na manhã de ontem, os professores realizaram a segunda manifestação em frente ao prédio da prefeitura, com o intuito de chamar a atenção do chefe do Executivo, mas não tiveram êxito.
De acordo com os docentes, desde que foram informados sobre a suspensão do contrato através de uma nota no rodapé do contracheque, eles têm buscado uma audiência direta com o prefeito Dinha Tolentino, contudo, até agora isso não aconteceu.
Para os professores, o mais difícil de aceitar, além da preocupação com a falta de salários nos próximos meses, é a justificativa utilizada pelo gestor municipal, que alegou o corte na folha de pagamentos em detrimento da queda na arrecadação.
É como se os professores pudessem ser dispensados porquê não estão trabalhando e por isso geram um gasto desnecessário para o município. Quando na verdade, é a gestão municipal que não tem oferecido amparo suficiente para que eles possam continuar exercendo suas atividades em casa.
No último dia 28 de abril, o Conselho Nacional da Educação (CNE) aprovou as diretrizes para orientar escolas da educação básica durante a pandemia, com sugestões para todas as etapas.
O CNE sugere que estados e municípios busquem alternativas para minimizar a necessidade de reposição presencial de dias letivos, mas ao invés disso, em Simões Filho o prefeito preferiu demitir os 280 professores em regime de contratação Reda, sem nenhuma possibilidade de rever a decisão.
Como se não bastasse a incoerência na justificativa da queda da arrecadação, tendo em vista que os salários dos docentes são assegurados pelo repasse federal do FNDE, o prefeito ainda manteve os altos custos desnecessários com propagandas.
Somente no mês de maio foram gastos mais de R$ 200 mil em publicidade. Será que esse valor não compensaria a queda na arrecadação? E as gratificações excessivas, que o próprio gestor prometeu cortar mas, que ainda permanecem na folha de pagamentos?
Enquanto isso, a educação simõesfilhense segue o curso contrário ao desenvolvimento proposto pelo MEC e o secretário da pasta prefere se omitir. Segundo ele, as demissões estão ligadas ao setor de recursos humanos da prefeitura e somente o prefeito é quem deve se pronunciar a respeito (disse em entrevista ao Panorama de Noticias).
Até que o gestor resolva se pronunciar, cabe aos educadores buscarem outras alternativas para garantirem os sustentos de suas famílias, porque como tudo em Simões Filho, essa situação parece que não vai adiante e os mais necessitados continuarão padecendo.

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